Alguém já ouviu falar de bookcrossing?
É uma prática de perder propositalmente um livro em um local público para que uma pessoa desconhecida o encontre, leia e o perca novamente, reiniciando o ciclo.
Nos Estados Unidos e na Europa, o bookcrossing é uma prática bastante comum e o conceito é transformar o mundo inteiro em uma grande biblioteca.
No Brasil, a Editora Zeiz começou ‘perdendo’ 150 exemplares de um dos seus lançamentos “A Unidade dos Seis” e inaugurou um site – www.livr.us – onde é feito o cadastro dos livros perdidos e é possível saber por onde andam os mesmos.
O que vcs acham disso? Isso instiga o hábito de ler dos brasileiros?
Vai funcionar no Brasil tão bem quanto na Europa?
Abraços
Cenário: mesa de um padaria/ café. Em cima dela, um livro parece ter sido esquecido ou perdido. Nada disso. A cena é comum para os participantes da campanha Perca um Livro. Apesar do nome negativo, a idéia é libertar um exemplar para que ele encontre outros leitores, fazendo com que uma mesma obra seja lida por muitos. Para aplacar a curiosidade dos perdedores de livros, um site cadastra a obra através de um código e assim é possível rastreá-lo por onde passa e saber quantas pessoas estão aproveitando a leitura.
A idéia é antiga. Desde 2001, o bookcrossing organiza uma comunidade reunida para que os livros saiam das prateleiras e ganhem as ruas mundialmente. A rede virtual conta com 669.102 participantes e tem 4.734.614 livros catalogados. Agora a idéia chega ao Brasil, capitaneada por uma editora, a Zeis. A empresa deixou 150 exemplares do livro A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial por aí. Quem encontra um exemplar, acha uma etiqueta que orienta o sortudo a cadastrá-lo no site e indicar onde está.
Todavia, a iniciativa não é só uma ação de marketing. A pretensão é estimular a leitura no Brasil e fazer com que um mesmo livro seja lido por várias pessoas. Com os sites de relacionamento em alta no país, o boca-a-boca já conseguiu reunir mais de 1600 participantes na comunidade do Orkut.
Em Porto Alegre, Rita Marques, uma contadora baiana que mora há seis meses na cidade, conheceu o projeto e se engajou. Há um mês, perdeu o livro o Como comprar mais gastando menos, de Rafael Pascharelli, no banheiro feminino do shopping Praia de Belas. Até hoje quem achou não se manifestou na internet. "Até o momento, não obtive notícias dele. Não sei se foi encontrado ou se está 'morando' em algum achados e perdidos. Pode ser também que a pessoa que o encontrou não tenha acesso à internet ou simplesmente resolveu ficar com o livro e pronto", imagina Rita. Isso não a fez desistir. "Ainda não perdi outros, mas penso em perder, talvez algum com um título mais atraente."
Para participar, dê uma olhada na sua estante, escolha algumas obras que você já devorou e cadastre no site. O registro gera uma etiqueta com um código que permite o acompanhamento do volume e convida quem achá-lo a continuar a corrente. Os veteranos da prática recomendam que os livros sejam deixados em cafés, restaurantes, perto de livrarias, museus, teatros, cinemas, salas de aula, salas de espera ou bancos de parques.
Outra instituição que arregaçou as mangas e criou uma campanha própria foi a PUCRS. Com o professor e jornalista Vitor Necchi e os alunos de Relações Públicas, a faculdade pôs em prática o Leia e passe adiante. No saguão da unidade da Famecos, uma estante acolhe os exemplares (também vale levar as revistas) e coloca uma etiqueta identificando-o como parte da iniciativa. As publicações ficam disponíveis para o público que pode pegar qualquer um deles e levar pra casa.
Se quiser acompanhar o livro de Rita e torcer para que seja achado, vá ao site e digite o código pra rastreamento: 4D8ZBH2YMW2O1.
Texto do OverMundo
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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